quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Estômago doente

Ando há algum tempo doente do meu estômago, sinto dores fortes, queimação, refluxo gástrico e dores de cabeça. Acho que tudo começou com a chegada do frio e a continuidade do meu fastio laboral.

Conseguia aguentar o meu fastio laboral no verão, por três motivos: ia espairecendo pelas lojas de Lisboa,  ia e ainda vou tendo confiança em Deus (acho que está a preparar uma feliz surpresa para mim) e porque era verão. Por isso fui muito paciente, e tem mais: durante este ano estive de baixa por três meses e a pesar de estar muito mal fisicamente a minha mente estava sã.

O frio chegou, a rotina continua e tudo me aborrece com uma grande facilidade. Os erros continuam os mesmos, as pessoas que os cometem continuam as mesmas e eu é que tenho que aparar os golpes: desfazer os erros e pedir desculpas aos clientes. Um colega agora deu para me pressionar: quer fazer todas as reuniões de apresentação de contas em dois meses. Eu acho que não é preciso ser muito inteligente para fazer a seguinte conta: se temos oitenta e tal clientes e dois meses são sessenta dias (contando com sábado e domingo que, por acaso, são considerados descanso semanal), apresentar contas dos clientes em dois meses é um bocado impossível, não? Foi isso que atacou o meu pobre estômago. 

E tenho passado os dias com cara de mau-humor, cabelo amarrado em rabo de cavalo e roupas horrorosas! Eu simplesmente não consigo fingir o que sinto, sorriso amarelo comigo não existe. E já os avisei para não falarem comigo à segunda-feira, a não ser que seja extremamente necessário, o melhor é fingir que não vim trabalhar, deixem-me no meu canto que eu preciso aceitar a minha sentença. :p

Mas não vou procurar médico, esse mal deve vir para o bem: PODE ESTAR A AJUDAR-ME A EMAGRECER! Por tanto, em time que ganha, não se mexe, deixa queimar!

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Leite condensado

Sou uma grande fã do leite condensado, só de pensar já me deixa com água na boca, é o meu maior pecado gastronómico. 

Casadinho
Quando ia à festas de aniversário no Brasil haviam três doces que eu nunca dispensava e tratava de me certificar se haviam assim que chegava à festa: Docinho de uva, Casadinho e Brigadeiro, nesta mesma ordem. Se eu constatava que havia docinho de uva, já nada mais na festa me interessava, apenas queria comer isso e mais nada! E passava a noite inteira a roubar e a comer escondida, antes de servirem.

Docinho de uva
Entretanto eu não gostava do brigadeiro com confeito de bolinhas coloridas, muitas vezes até nem comia, preferia aqueles  compridos de chocolate, tipo dos que se usam em bolo formigueiro.

Vou confessar um segredo: quando eu estava desempregada (aqui em Portugal), esperava o meu marido sair para trabalhar e abria uma lata de leite condensado, despejava um pouco em uma tigela de vidro com uma colher de manteiga e levava ao microondas. Saía fumegante, tinha de ir comendo pelas bordas, mas que prazer eu tinha! Foi essa saudade que me fez escrever sobre isso hoje.

Depois que vim para Portugal acabaram-se as festas com docinhos de uva, casadinhos e brigadeiros... por um lado é bom, são muitas calorias a menos ;)

Brigadeiro

domingo, 11 de novembro de 2012

Estilo

Estou e tornar-me uma fã do estilo dos anos 50, 60 e 70. Cabelos, roupas e maquiagem, nem sempre ficam bem no meu corpo rechonchudo, mas por enquanto vou usando dos penteados e maquiagem. Sim, em breve poderei ter um ou outro acessório na vestimenta, estou finalmente a perder peso: de 94kg já estou com 89.


Não sou grande fã dos anos 80, que horror! Aqueles cabelos e aquelas ombreiras me matam! :)))

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Inspiração

Sou uma pessoa preguiçosa por natureza, tenho muitos planos para muitas coisas mas nada nunca se concretiza. Preciso estar inspirada para fazer qualquer coisa, até a coisa mais simples do mundo como arrumar a minha cozinha. Normalmente tudo o que começo nunca termino, tenho muita vontade de fazer muitas coisas e no fim acabo por não fazer nada: aprender a costurar, aprender inglês, decorar a minha casa, emagrecer!. Se calhar eu não sei mesmo o que quero, ou então quero tudo de "mão beijada" e isso me envergonha.

Mas o que me costuma inspirar a começar a fazer qualquer coisa é uma bela música, um filme, um livro, uma fotografia, um texto. Mas não pode ser qualquer um, tem que ser muito triste, tenho que ter vontade de chorar e sentir uma tristeza escandalosa dentro de mim. Só assim  sou capaz de escrever, de fotografar, de criar qualquer coisa, até mesmo de arrumar um simples cómodo da casa. Sempre que quero escrever algum desabafo aqui no blog, tenho que colocar os phones e escolher uma música melancólica, assim as ideias começam a fluir e eu começo a me abrir como um flor a desabrochar.

É que sou melancólica por natureza, mas não confundam triste com coitadinha, isso não! Eu odeio gente que se vitimiza, eu nem faço isso, longe de mim! Só gosto de sentir aquela tristeza dentro de mim. Mas não pode ser qualquer tristeza, por exemplo eu não gosto de me sentir triste por estar a fazer um trabalho do qual não gosto, mas gosto de sentir a dor da perda do Marley (Marley e eu), gosto de sentir o fim de um amor como na música "Against all odds" do Phill Colins e gosto de sentir a ilusão de ser feliz de uma mulher triste no poema da Cecília Meireles "Retrato de Mulher Triste" parece até que é sobre mim.

Retrato de Mulher TristeVestiu-se para um baile que não há. 
Sentou-se com suas últimas jóias. 
E olha para o lado, imóvel. 

Está vendo os salões que se acabaram, 
embala-se em valsas que não dançou, 
levemente sorri para um homem. 
O homem que não existiu. 

Se alguém lhe disser que sonha, 
levantará com desdém o arco das sobrancelhas, 
Pois jamais se viveu com tanta plenitude. 

Mas para falar de sua vida 
tem de abaixar as quase infantis pestanas, 
e esperar que se apaguem duas infinitas lágrimas. 

Cecília Meireles, in 'Poemas (1942-1959)'


Há filmes e músicas que lavam a alma, fazem-nos repensar a nossa vida e as nossas atitudes. O último filme me me fez sentir assim foi "Sete vidas" com Will Smith. Que filme! Que lição de vida! Fiquei com um grande nó na garganta e só não chorei porque não estava em casa. Mas quem quiser dar uma balançada na emoção é só ver esse filme, o princípio do filme parece muito confuso, mas no fim levamos uma lufada de emoção forte que vale mesmo à pena.

E a interpretação do Will Smith é perfeita, passa-nos mesmo a dor que sente e nos faz pensar: será que eu seria capaz de tanto para reparar um erro fatal?


Hoje estive com vontade de fotografar e por isso sentei ao meu computador meti os phones e pus-me a ouvir: Mariah Carey (Against all odds), Celine Dion (Surrender), James Morrison (Please don't stop the rain), Amy Winehouse (vários...) e esta de uma cantora britânica nova: Rebecca Ferguson (Teach Me How To Be Loved)







domingo, 21 de outubro de 2012

Contando o tempo

Acho que esse tema já é velho aqui... mas é algo que me tem incomodado há muito tempo, pois quanto mais conto o tempo menos vivo e mais perto do fim estou a chegar e, o que pior, sem prazer.

Na segunda-feira de manhã me arrasto para fora da cama contando as horas de voltar a deitar-me, e ao longo da semana conto os dias até a chegada da sexta-feria às 18h, quando deixo de fazer o que não me faz feliz para poder viver um pouco mais feliz fazendo coisas das quais eu gosto.

Parece uma pessoa que está presa e que conta os dias até o dia em que será libertada, o dia em que será livre! Mas ela sabe quando vai ser esse dia, eu não.


Birdy - 1901 - A cantora inglesa de 15 anos que canta “clássicos” indie.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Rodeada de ninguém

Uma das coisas que mais me impressionaram quando comecei a morar em Portugal, foi a solidão com a qual somos abalroados.

Eu até gosto de estar sozinha, bem ao contrário das minhas irmãs, por exemplo, que não saíam da casa dos outros e os outros, por causa delas, não saiam da nossa. Percebem? De modo que eu estava sempre rodeada de gente. Para além do mais a minha família é grande.

Aqui me sinto tão isolada, como nunca me tinha sentindo antes. No começo não me incomodava, mas agora incomoda e magoa muito. Eu e meu marido não temos com quem contar. Estive doente de cama e passei dias na completa solidão, se fosse no Brasil tenho certeza que ia viver rodeada de pessoas, dos mimos da minha família e amigos.

Mas o que me magoou e magoa mais é a situação do meu cão. Passa 12 horas sozinho em casa à nossa espera. Eu tento dar-lhe todo o conforto possível: deixo uma manta ao pé da janela que está voltada para a rua; deixo o "snack" preferido dele; mais mantas espalhadas pela casa; comida e brinquedos. Semana passada teve que ser operado para a retirada de um tumor na pata e eu nem sequer pude ficar com ele no dia seguinte e nem tive quem dessem uma vista de olhos. Ninguém! Ninguém! Passei o dia com o coração apertado contando as horas para ir para a casa, e não tive ninguém que fosse a minha casa ver como ele estava.

Como posso ter um filho nestas condições? Rodeada de ninguém com possa contar. Mas é rodeada de ninguém que vou ás compras alimentar a minha vaidade, natural nas mulheres. Rodeada de ninguém que fazia as minhas caminhadas ao fim do dia em buscar de perder peso. Rodeada de ninguém!

Não é de se espantar que se morre completamente só na Europa. De vez em quando se encontra corpos de idosos mortos em estado de decomposição, em uma casa trancada. E se eu não for embora daqui este será o meu destino: morrer rodeada de ninguém.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Talento

Desde de pequena que eu sonhava em ter algum talento para as artes: desenhar, escrever, representar, cantar, etc. mas já aí eu sabia que não tinha talento nenhum: as minhas redacções na escola nunca eram elogiadas, por muito que me esforçasse; quando cantava sob o chuveiro, logo ficava com dor de garganta, desafinava e ficava sem fôlego; os meus desenhos eram medianos, nada de extraordinário.

Quando eu deixei de querer ser professora, sonho da maioria das crianças do meu tempo, eu sonhava em ser escritora ou publicitária. Eu até admito que pudesse ter conseguido, pois acho que faltou o empurrão de alguém, isso é muito importante. Alguém que me dissesse que se eu queria ser escritora, deveria largar as bandas desenhadas (gibis) e me dedicar à leitura de literatura à sério. Ou quando eu atingisse a idade de entrar na universidade, tivesse alguém que me ajudasse a mudar de cidade e a perseguir o meu objectivo de ingressar no curso de publicidade, que na minha cidade não tinha.

Quando somos jovens, somos tão fracos de ideias! Por isso que é muito importante ter o apoio de alguém, mesmo que seja só para aconselhar. A gente só aprende a viver depois que envelhece.

Agora, com 35 anos o meu sonho é ser fotógrafa. Sim! Eu não deixei de sonhar... Mas agora já sei que é possível, e que se eu não tenho talento para isso, tenho que trabalhar o dobro ou o triplo de quem tem. Tudo é uma questão de prática, de exercício, quem nasceu com dom até pode se esforçar menos, mas quem não nasceu tem que trabalhar muito.

Esta conversa me fez lembrar um texto maravilhoso que eu encontrei por aí pela Internet e que oportunamente publico aqui. E publico fotos de minha autoria, para mostrar que o sonho continua e eu trabalho nele.

"UM MEIO OU UMA DESCULPA

"Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho, sem sacrificar feriados e domingos pelo menos uma centena de vezes.
Da mesma forma, se você quiser construir uma relação amiga com seus filhos, terá que se dedicar a isso, superar o cansaço, arrumar tempo para ficar com eles, deixar de lado o orgulho e o comodismo.
Se quiser um casamento gratificante, terá que investir tempo, energia e sentimentos nesse objetivo.
O sucesso é construído à noite!
Durante o dia você faz o que todos fazem.
Mas, para obter um resultado diferente da maioria, você tem que ser especial.
Se fizer igual a todo mundo, obterá os mesmos resultados.
Não se compare à maioria, pois, infelizmente ela não é modelo de sucesso.
Se você quiser atingir uma meta especial, terá que estudar no horário em que os outros estão tomando chope com batatas fritas.
Terá de planejar, enquanto os outros permanecem à frente da televisão.
Terá de trabalhar enquanto os outros tomam sol à beira da piscina.
A realização de um sonho depende de dedicação, há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica, mas toda mágica é ilusão, e a ilusão não tira ninguém de onde está, em verdade a ilusão é combustível dos perdedores pois...
Quem quer fazer alguma coisa, encontra um MEIO.
Quem não quer fazer nada, encontra uma DESCULPA."
Roberto Shinyashiki"
Ponte Vasco da Gama

palinhas ou canudinhos

Morango na água

Praia da Adraga - Sintra