quarta-feira, 20 de julho de 2011

8x3=24

Uma colega chegou ao pé de mim e disse: "nós temos 8h para trabalhar, 8h para dormir e 8h para a diversão". O meu primeiro instinto ao ouvir isso foi de sentir uma grande felicidade, mas que logo desapareceu, pois isso não passa de tretas. Fiz contas a minha vida e não tenho sequer a metade das 8h para a diversão! nem a dormir tenho!

Ora senão vejamos o dia de hoje: ontem fui dormir as 23h e acordei as 6h (foram 7h a dormir); tomei banho, tomei o pequeno almoço e fui para a paragem do autocarro, para então apanhar o barco na estação, que parte as 7h30 e chega em Lisboa as 8h, depois apanho o autocarro para chegar ao trabalho, que chego normalmente as 8h15m (só aqui em transporte gasto 2h15m me preparando para ir para o trabalho. Saí do trabalho as 7h30m, apanhei o autocarro, o barco e mais um autocarro e cheguei em casa 8h45m ( aqui lá vão 10h, tirando a hora do almoço). Chego em casa e vou fazer e comer o jantar, já lá vão mais 1h, e só as 21h e tal é que posso pensar em me divertir, para depois dormir...

Isto é justo? Até sei que há países que a situação é bem pior, mas tenho que pensar em mim. Eu, com apenas 34 anos já ando a contar os dias, é triste quando uma pessoa jovem chega ao ponto de começar a contar os dias, pois se cada dia que passa estamos mais perto da nossa morte, então estou a contar os dias para a minha morte? Com apenas 34 anos? isso é de loucos.

Outro dia vi uma senhora comentar com outra que aquele seria seu último dia de trabalho, pois estava se reformando. olhei para ela e vi o que faltava muito tempo para que eu pudesse estar na situação dela, velha e cansada. Agora que tenho o gás todo estou a dar para sustentar o capitalismo, em troca de meia dúzia de tostões e de uma velhice triste, pois quando chegar a altura de me reformar não vou ter direito a grande coisa.

Então para que vivemos? para que estamos aqui? Só para proporcionar grandes vidas a meia dúzia de pessoas?

O ideal seria trabalhar fazendo o que se gosta, mas a vida me empurrou para o trabalho burocrático e agora vou ter uma grande luta para me ver livre dele.

Bem e já são 22h21 e tenho que ir me deitar, pois o cansaço já pesa nos olhos e frustração também. Se alguém souber de algum clube dos frustrados digam-me para que eu possa me inscrever.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Resultados


Finalmente compreendi como se consegue perder peso, depois de tanto tentar e falhar. Trata-se de saber achar o diferencial energético, ou seja, a diferença entre as calorias que se consome e as que se perde.

Primeiro faz-se uma dieta equilibrada e muito exercício físico. No meu caso as caminhadas não faziam efeito, pois apenas perdia as calorias que consumia, neste caso não engordava, mas também não emagrecia.

Agora consumo bem menos calorias, com um corte significativo nos carboidratos e faço corrida com caminhada. Na primeira semana senti um cansaço sem fim, pois o corpo vai buscar energia neste grupo de alimentos, e com a falta deles há o enorme cansaço, combati isso voltando a consumi-los apenas de dia e em poucas quantidades. Quanto a correr e caminhar, por enquanto tem que ser assim, pois a minha condição física não me permite correr muitos minutos de seguida, nem sequer consigo correr mais do que um minuto, então faço uma intercalada com a caminhada. Com o tempo conseguirei correr mais minutos de seguida.

Quando chego em casa ainda faço exercícios localizados, para as pernas, braços e barriga. Vejo vídeos de ginásticas no Youtube e também através de livros que comprei. Nenhum exercício é de auto criação, pois é perigoso e pode causar lesões nos músculos.

Quanto a medicamentos, tomo o Alli que elimina as gorduras ingeridas na alimentação e ainda um comprimido que combate a retenção de líquidos. Mas na verdade nada disso é necessário se apenas fizermos os exercícios e a alimentação equilibrada.

E já consegui resultados, nas primeiras duas semanas, que é o caso, pesamos mais porque os músculos estimulados pela corrida e exercícios físicos começam a substituir a gordura e pesam mais que ela. Senti diferença mesmo na roupa, pois não perdi peso, mas diminui no volume. Daqui a mais algumas semanas é que se começa a sentir a diferença no peso.

Trata-se de um grande sacrifício depois de um cansativo dia de trabalho, e no meu caso com horas extras pelo meio.

Em relação à alimentação é importante referir ainda que cortei nos sumos artificiais, doces e frituras. Consumo no jantar mais sopa, com pouquíssima batata, verduras, legumes e frutas.

domingo, 8 de maio de 2011

Mais uma tentativa


Tenho que pensar num título mais original, pois esse já cansa e ninguém acredita, nem eu. Mas é verdade que estou tentando mais uma vez.
Ando um pouco menos sedentária, mexo-me muito mais que antes. Vou a pé do meu trabalho até a estação dos transportes, eu ainda não sei quantos quilómetros são, mas sei que faço em meia hora sempre a abrir, senão perco o barco.

Vou passar a correr também, comecei hoje, mas é muito duro, não consigo fazer de seguida uma corrida. O importante é começar e deixar o corpo se adaptar.

Quanto à dieta, está mais fácil para mim do antes. Esta semana vou trabalhar até tarde é provável que ao chegar tarde não faça uma refeição pesada, um copo de leite e basta.

Comprei um livro sobre exercício físico que tem dicas interessantes e informações que eu desconhecia. A mais importante é sobre o diferencial energético, que é a diferença entre o que se perde com um exercício físico e o que se ganha no consumo da alimentação. Tenho que diminuir bastante nas calorias e aumentar a minha actividade física, pois preciso perder uma grande quantidade de peso e só uma caminhada não ajuda muito.

Vamos ver daqui uma semana, sem falhas, o que eu consigo.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Adeus Ana

Hoje tive muita vontade de te escrever uma carta, sei que não vais ler, mas seria bom que conseguisses ter conhecimento do seu conteúdo.

Tenho sentido muitas saudades de ti e de tudo daquele tempo, olho-me no espelho e não sei onde foi parar aquela Adriana, que afinal era feliz mas não sabia. Eu adorava a tua amizade e admiração, me fazia sentir especial. Eu sentia que tinhas um sentimento de protecção em relação a mim, parece que querias me proteger do mundo e quando precisaste da minha protecção eu falhei.

Ninguém sabe, eu nunca falei disso com ninguém, mas me sinto culpada pelo o que te aconteceu. Eu poderia ter feito mais por ti, eu lembro de te pedir para ter paciência e dizer que assim que pudesse te levava comigo, sem saber para onde, mas te levava. Isso não foi o suficiente, eu devia ter sido mais forte, mais adulta, devia ter sabido que estavas a correr um sério risco... eu devia ter estado em casa no dia que telefonaste antes de fazer a besteira que fizeste. Se eu estivesse em casa talvez pudesse ter evitado, ou não. Eu também era fraca demais... Nunca mais consegui me perdoar.

Desde então eu nunca mais deixei de pensar em ti e de te enviar pensamentos positivos, de rezar para que tenhas luz e não sintas dores, de acreditar que não estás só. Sei que deves estar arrependida pelo que fizeste e é quando penso nisso que os meus problemas se tornam pequenos, muito pequenos, e assim eu consigo ter forças para enfrenta-los. Desde o dia em que partiste até hoje já passaram muitos anos e olhando para trás vejo que não construí nada, mas por ti isso vai mudar, todas as minhas vitórias serão para ti e serão por nós.

Mas eu soube que tenho que me despedir de ti e deixar de pensar tanto em ti, porque na condição em que estás poderás não me fazer bem ao te aproximares, por isso, a partir de hoje não vou mais pensar em ti como antes, mas vou continuar a rezar e a enviar pensamentos positivos para que a tua condição seja mais leve de suportar.

Eu tenho certeza que um dia nos vamos encontrar, estou muito ansiosa por este dia, quero que saibas que sempre te adorei e que sinto muitas saudades.

Adeus.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

A velhice

Pois é, ela já chegou e foi tão súbita, a estúpida. Alguém que tenha um pouco mais que 34 anos pode pensar que estou a ficar maluca em me achar velha... mas não tem propriamente haver com a idade em si e sim com alguns factores.
Um dia me olhei no espelho e parecia estar vendo outra pessoa, o rosto parece caído, maduro, mesmo não havendo rugas... está diferente.
Tenho uns dois dentes precisando de socorro, doem, mal posso comer comodamente. Mas julgo que não sejam apenas dois, esses são os mais urgentes, haverão mais com problemas. Antes eu me gabava porque tinha dentes fortes e bonitos, dentes de negros.
Ando meio pra baixo, "deprê", aborrecida, sem paciência... onde foi parar a minha alegria? Que azedume é esse? Estou assim em um estado de espírito que pago para entrar em uma briga.
Fico a pensar que não sou capaz de aguentar a faculdade (se entrar é claro) e o trabalho ao mesmo tempo, só a ideia me desespera e chego a conclusão de que não quero isso para mim porque não tenho a mínima capacidade para aguentar. E no entanto no passado eu fazia isso com uma grande facilidade, e não me sentia nada infeliz por isso.
Ter filhos então, nem pensar! não consigo deixar de tempo para mim e para os passatempos preferidos para aturar uma criança, parece até mal sentir isso, mas é verdade. Dizem que é maravilhoso ser mãe, como eu não sei o que é isso, é fácil pensar desta forma.
Analisando tudo isso chego a conclusão que de estou me tornando europeia, portuguesa. Elas são assim, envelhecem cedo, sofrem de depressão, parecem mulheres se paciência...e eu estou ficando assim.
E agora, onde vou achar a minha alegria? a minha juventude? Para onde foram? Já até ando a me vestir com cores cinzentas!
Este 2011 tem que ser o da virada, tenho que levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima. E é isso que eu vou fazer, só não sei como, mas vou dar um jeito nisso.

Rihanna ft. Eminem - Love The Way You Lie - Part 2 [ LYRICS on Screen ]


Esta música parte-me toda....

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Não sei...

É isso, já estou com quase 34 anos e ainda não sei o que quero da vida.

Agora ando envolvida em Patchwork. Comprei uma máquina de costura e andei a pesquisar na internet temas sobre costuras e dei com a técnica do Patchwork, que é nada mais do que costurar retalhos. Há trabalhos lindíssimos, de verdadeiras artistas. Mas sinto que nunca conseguirei atingir tal nível de perfeição, pois sou inconstante demais, logo me apaixono por outra coisa qualquer e o Patchwork vai para o "beleléu".

Vou participar de um curso e até já fiz sozinha dois trabalhos. Ficaram mal feitos, pois tenho o terrível defeito de não ter rigor nenhum no que faço, é simplesmente ir fazendo e ver no que vai dar. Sempre fui assim em tudo, não gosto de andar a pisar em ovos.

O que mais me incomoda é a falta de companhia, vou a procura do tema em Portugal sozinha, vou ao curso sozinha, vou às lojas sozinha, sempre sozinha. Se eu estivesse no Brasil já tinha uma amiga maluca que tinha topado essa parada comigo. Mas aqui não há ninguém! Tenho que entrar nas lojas sozinha e fingir que sou extrovertida e meter conversa com o pessoal para poder ir me entrosando. As vezes nem parece eu. Engraçado: tenho o carro para ir às lojas, tenho dinheiro para comprar o material, mas não tenho amiga para me acompanhar, e lá no Brasil eu teria que ir de buzão, a contar os tostões, mas aí já tinha companhia.

Mas onde fica o meu amor pela fotografia? Pelo Photoshop? Estão guardados em um cantinho do meu coração, não quero me aprofundar demais neles e descobrir que sou incapaz de fazer a diferença.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Saudade


Fui passar as minhas férias no Brasil, depois de cinco anos de ausência. Já estou de volta à onze dias e a sensação que tenho é que estou de luto, tamanha é a saudade que sinto da minha família.

Estou aqui há sete anos, mas a saudade nunca diminuiu ao longo do tempo, eu não sei porque, mas desta vez está mais difícil de suportar a distância.

Quando estou lá, me sinto tão amada, tão querida, só escuto elogios. A minha mãe, que já está com 73 anos, me disse que pareço uma menina de quinze anos! São coisas que só mãe diz. É um carinho que me faz falta aqui. E eu que pensei que fosse forte e independente, pensei que fosse uma pessoa do mundo.

Mas lá eu não tenho amor de "homem e mulher", que já estava me fazendo falta. Aqui eu descobri que posso ser amada, apesar dos meus 90 kg, eu posso ser bonita, ser sensual, eu posso trazer à tona a mulher bonita que havia dentro de mim, coisa que lá nunca me foi possível. Aqui eu descobri que o amor entre o homem e uma mulher é maravilhoso e faz muito bem a auto-estima.

Mas falta o calor da família... aqui ninguém, a não ser o meu amor, é capaz de ver o quão bonita eu sou, ninguém é capaz de me dar o calor humano que as minhas irmãs me dão. Aqui é frio... e não é só o frio físico, mas também sentimental. As vezes sinto que não sou ninguém, que sou um lixo, apenas mais uma no meio da multidão.

Cada vez que fecho os olhos eu revejo os olhos delas chorosos com a minha partida, sinto meu coração apertar, sinto-me vazia, daí vem a sensação de luto e de perda. A minha mãe me abraçou e disse chorando: "nunca se esqueça da sua mãe", como eu poderia? Acho até que tanta angústia está se transformando em doença no meu corpo, não me tenho sentido muito bem ultimamente.

Eu nem sei o que eu quero, por isso não peço nada a Deus, só lhe mostro as minhas lágrimas. Estou a espera que os dias se arrastem e eu possa pelo menos conseguir ajudá-las algum dia. Nem que seja para terem orgulho de mim por algum feito. É para isto que vou lutar agora.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Ansiedade

Desde ontem que não me tenho sentindo bem, sinto um grande desânimo e hoje sinto um aperto no peito e até falta de ar.
Não consigo descobrir porque me sinto assim, será que é por causa da viagem que se está aproximando? Será que é pressentimento sobre algo de mal que me vai acontecer por causa da minha ex-patroa? Será porque?
Desejo que essa sensação desapareça o mais rápido possível e agora, para ajudar, vou sair um pouco e fazer umas compras, não há nada melhor para levantar moral do que gastar dinheiro.