sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Não sei...

É isso, já estou com quase 34 anos e ainda não sei o que quero da vida.

Agora ando envolvida em Patchwork. Comprei uma máquina de costura e andei a pesquisar na internet temas sobre costuras e dei com a técnica do Patchwork, que é nada mais do que costurar retalhos. Há trabalhos lindíssimos, de verdadeiras artistas. Mas sinto que nunca conseguirei atingir tal nível de perfeição, pois sou inconstante demais, logo me apaixono por outra coisa qualquer e o Patchwork vai para o "beleléu".

Vou participar de um curso e até já fiz sozinha dois trabalhos. Ficaram mal feitos, pois tenho o terrível defeito de não ter rigor nenhum no que faço, é simplesmente ir fazendo e ver no que vai dar. Sempre fui assim em tudo, não gosto de andar a pisar em ovos.

O que mais me incomoda é a falta de companhia, vou a procura do tema em Portugal sozinha, vou ao curso sozinha, vou às lojas sozinha, sempre sozinha. Se eu estivesse no Brasil já tinha uma amiga maluca que tinha topado essa parada comigo. Mas aqui não há ninguém! Tenho que entrar nas lojas sozinha e fingir que sou extrovertida e meter conversa com o pessoal para poder ir me entrosando. As vezes nem parece eu. Engraçado: tenho o carro para ir às lojas, tenho dinheiro para comprar o material, mas não tenho amiga para me acompanhar, e lá no Brasil eu teria que ir de buzão, a contar os tostões, mas aí já tinha companhia.

Mas onde fica o meu amor pela fotografia? Pelo Photoshop? Estão guardados em um cantinho do meu coração, não quero me aprofundar demais neles e descobrir que sou incapaz de fazer a diferença.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Saudade


Fui passar as minhas férias no Brasil, depois de cinco anos de ausência. Já estou de volta à onze dias e a sensação que tenho é que estou de luto, tamanha é a saudade que sinto da minha família.

Estou aqui há sete anos, mas a saudade nunca diminuiu ao longo do tempo, eu não sei porque, mas desta vez está mais difícil de suportar a distância.

Quando estou lá, me sinto tão amada, tão querida, só escuto elogios. A minha mãe, que já está com 73 anos, me disse que pareço uma menina de quinze anos! São coisas que só mãe diz. É um carinho que me faz falta aqui. E eu que pensei que fosse forte e independente, pensei que fosse uma pessoa do mundo.

Mas lá eu não tenho amor de "homem e mulher", que já estava me fazendo falta. Aqui eu descobri que posso ser amada, apesar dos meus 90 kg, eu posso ser bonita, ser sensual, eu posso trazer à tona a mulher bonita que havia dentro de mim, coisa que lá nunca me foi possível. Aqui eu descobri que o amor entre o homem e uma mulher é maravilhoso e faz muito bem a auto-estima.

Mas falta o calor da família... aqui ninguém, a não ser o meu amor, é capaz de ver o quão bonita eu sou, ninguém é capaz de me dar o calor humano que as minhas irmãs me dão. Aqui é frio... e não é só o frio físico, mas também sentimental. As vezes sinto que não sou ninguém, que sou um lixo, apenas mais uma no meio da multidão.

Cada vez que fecho os olhos eu revejo os olhos delas chorosos com a minha partida, sinto meu coração apertar, sinto-me vazia, daí vem a sensação de luto e de perda. A minha mãe me abraçou e disse chorando: "nunca se esqueça da sua mãe", como eu poderia? Acho até que tanta angústia está se transformando em doença no meu corpo, não me tenho sentido muito bem ultimamente.

Eu nem sei o que eu quero, por isso não peço nada a Deus, só lhe mostro as minhas lágrimas. Estou a espera que os dias se arrastem e eu possa pelo menos conseguir ajudá-las algum dia. Nem que seja para terem orgulho de mim por algum feito. É para isto que vou lutar agora.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Ansiedade

Desde ontem que não me tenho sentindo bem, sinto um grande desânimo e hoje sinto um aperto no peito e até falta de ar.
Não consigo descobrir porque me sinto assim, será que é por causa da viagem que se está aproximando? Será que é pressentimento sobre algo de mal que me vai acontecer por causa da minha ex-patroa? Será porque?
Desejo que essa sensação desapareça o mais rápido possível e agora, para ajudar, vou sair um pouco e fazer umas compras, não há nada melhor para levantar moral do que gastar dinheiro.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Muuuuuuu!


É isso mesmo: Muuuuuuuuuu. Tenho me sentido como uma vaca! Ando pelo Centro Comercial e vejo o meu reflexo nas vitrinas das lojas e penso: que horror, parece uma vaca.
Pena que não como o que come uma vaca, não que eu devesse comer relva, e sim comer mais verduras (ajudava um pouco). Hoje não foi um dia positivo na minha eterna dieta, pois comi coisas que não deveria comer e pensava como um bêbado: É só hoje.
Mas alguma coisa me diz que amanhã vai ser um grande dia para a minha dieta, o motivo é simples: não tenho dinheiro para mandar cantar um cego. Eu já sabia que o segredo da minha dieta era andar sempre sem dinheiro, pois desta forma eu não poderia entrar no McDonald para comer aquelas porcarias cheias de calorias, nem comer bolos, coca-cola, pastilhas elásticas (riquíssimas em açúcar), gelado, etc. Há tanta porcaria para comer quando se tem uns trocados no bolso!
Por isso não vou sacar absolutamente nada da caixa multibanco e sendo assim terei que comer o que tenho no frigorífico: iogurte magro, gelatina magra, pescada, abacaxi, alface, tomate, enfim muita coisa saudável.
E no meu frigorífico tem muita coisa saudável porque aprendi uma outra lição para quem está de dieta: comprar apenas artigos saudáveis. Agora é só mesmo aprender a andar sem um tostão para não cair em tentação.
Ah! a vaca do post foi desenhada por mim.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Ser fiel aos meus sonhos


O tempo tem passado e parece que ando a espera não sei do que. Não me mexo para tornar possíveis alguns sonhos, porque ando a espera que eles simplesmente aconteçam do nada.
Mas a vida não funciona assim, e são poucas as pessoas que têm sucesso sem esforço, para além do que, ter sucesso sem esforço não é brilhante e eu quero para a minha vida sucesso com brilhantismo.
Sobre o meu sonho nº1, que é emagrecer, não tenho andando mal, mas poderia estar melhor. O ponto positivo da minha situação actual é que não tenho aumentado de peso, tenho me mantido nos 90kg. Só falta um "clic" para começar a baixar de vez.
O meu outro sonho tinha andado adormecido, mas agora acordou. É bem mais complexo que o primeiro, trata-se de ter uma formação na área do design, que pode ou não ser de nível superior. Mas a questão fundamental é ter a oportunidade de trabalhar nesta área, mas com a mesma força que acredito que isso é possível, também me convenço de que não é. Mas não importa se eu passar muito tempo só tentando, mesmo que eu nunca consiga nada, pelo menos não fiquei de braços baixos.
Hoje fiz um desenho pelo Photoshop de uma fotografia, fiquei satisfeita com o resultado e se todos os dias eu fizer um desenho, ao fim de algum tempo terei evoluído. O desenho está postado junto com esta mensagem, é simples mas significa muito.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Nova Etapa

Fiquei sem emprego e agora vai começar uma nova etapa na minha vida. Ando confusa com os meus sentimentos, as vezes sinto-me aliviada, com medo, triste, alegre, enfim, tenho tido todo o tipo de sentimentos em relação a isto.
Foram dois anos de muitas emoções, boas e más. Mas as que marcaram mais foram as más emoções. Todos os dias eu tinha medo ao abrir a porta e ao entrar me deparar com algum bilhete inconveniente. Tudo de errado era culpa minha, mesmo quando eu sequer tinha conhecimento do acontecido. Eu sentia falta de ética profissional no dia-a-dia, e isto faz toda a diferença.
Não sei se fui a funcionária perfeita, mas sempre agi com muita responsabilidade e vontade de aprender cada vez mais e ensinar o pouco do que eu sabia. Queria fazer daquele local o melhor para trabalhar, mas era sempre travada por situações surreais e inacreditáveis. Eu fico com minha consciência tranquila de que dei sempre o meu melhor a todas as horas dos dois anos que lá passei.
Ficaram muitas mágoas e verdades por dizerem, mas eu confio em Deus para que possa fazer com que as pessoas tenham um pouco de sensatez e consigam enxergar tudo o que realmente fizeram para que os acontecimentos tivessem este resultado.
Agora sei que vai levar tempo para esquecer, mas todas nós temos que seguir em frente porque a vida continua e não espera para que nós possamos recolher o cacos dos nossos corações.
Que Deus perdoe tudo e todos.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Sem pátria


Já estou longe do meus país há 7 anos, e durante este tempo tenho me sentido cada vez mais longe da cultura do Brasil. Quando estou lá, e são bem poucas as vezes, sinto que sou estrangeira, pois estou totalmente por fora do conhecimento da política, economia, comportamento, moda, etc...
No entanto estando em Portugal não me sinto em casa como os portugueses, sou mesmo estrangeira e muitas vezes eles não me deixam esquecer que sou estrangeira.
Estão sempre a espera que eu tenha um comportamento tipicamente brasileiro: dance samba, goste de praia, seja burra, etc.
Outra situação que me aborrece muito é quando querem fazer um comentário mal de algum brasileiro e me pedem desculpa por isso. Isto me deixa extremamente ofendida, ninguém tem que me pedir desculpas por dar uma opinião sobre um indivíduo que eu sequer conheço e por quem eu não sou responsável. Em qualquer lugar do mundo existem: pedófilos, mentirosos, ladrões, prostitutas, canalhas, aldrabões, preguiçosos, etc. Por isto ninguém e nem eu devemos ser responsáveis pelas besteiras que outros fazem.
E neste contexto todo eu sinto que não tenho pátria, pois já estou longe há um tempo demasiado longo do Brasil e já estou há tempo suficiente em Portugal para ser aceita como igual, mas ainda não sou.

terça-feira, 4 de maio de 2010

91Kg

Depois de muito tempo presa nos 92kg agora estou presa nos 91kg. Pode não ser significativo, mas para mim 1kg faz muita diferença... quantas garfadas tenho que deixar de levar à boca; quantos rissóis deixo de comer; quantos ml de coca-cola tenho que deixar de tomar; enfim, há muitos prazeres que tenho que abrir mão para poder perder apenas 1kg!
Agora vou dar início a mais uma jornada para perder mais 1kg, e assim por diante até um dia eu pesar os tão sonhados 65kg.
Eu acho que quando esse dia chegar já estarei velhota com um pé na cova! Mas não faz mal, o importante é não desistir jamais, apesar de ser gorda há tantos anos eu não aceito ser assim e vou continuar eternamente lutando.
Quanto ao outro peso que carrego (o que me referi ontem) está difícil mesmo... a cada fim de dia me sinto emocionalmente esgotada e com um peso nos ombros quase insuportável. O que me vale é a amizade, é o meu marido, o meu cão, algumas músicas lindas que oiço todos os dias antes de ir para cama, enfim há sempre vida depois daquelas horas.
Espero que amanhã seja um dia calmo e mais fácil, mas sei que no mínimo vai ser igual ao de hoje, e assim vou eu contando os dias até chegar o próximo fim-de-semana quando aí eu consigo ser plenamente feliz!